segunda-feira, 2 de maio de 2011

Começou com o namoro

O grande amor da minha vida. Como eu gostaria de ter sido, pelo menos por um segundo, o grande amor do meu grande amor. Preciso explicar. Preciso revelar. Preciso apresentar o meu grande amor. Branco, alto, nem muito magro nem gordo, 17 anos, cheio de sonhos e vontades, bonito, cobiçado, nem pobre nem rico, inteligente, calado, às vezes engraçado, esportista, calmo (...). Não teve paquera, não teve pegação, não teve fica. Começou mesmo com o namoro. Eu quase não acreditei. Namorar um menino lindo sem nem ao menos ter ficado com ele? Era bom demais pra ser verdade. Pelo menos no século XXI isso é meio improvável, mas de fato aconteceu comigo. E eu que nem sabia direito o que era namorar. Eu que não entendia o significado das palavras: relacionamento, compromisso. Pra falar a verdade eu quase não via meu namorado. Quando via era bem rápido, escondido e um clima vergonhoso e tímido. Eu quase não sabia beijar. Eu quase não o beijava. Mas isso pra mim não era o principal. Eu estar namorando o menino por quem estava apaixonada não tinha preço. E isso eu consegui sem esforço nenhum. Mas como vocês poderão observar mais adiante, isso me custou muito caro. Isso custou um coração!

Em outro post continuo... <3

domingo, 1 de maio de 2011

Hoje eu acordei assim

Hoje eu acordei assim, sem saber o que falar, sem saber com quem falar, e com apenas uma pessoa em meu pensamento. Quando a gente tem um grande amor é assim. A gente não esquece de uma hora pra outra. Passam dias, semanas, meses, anos... Mas o sentimento, ah, esse não sai assim rápido... Hoje tive vontade de estar ao lado dele, fazer e receber carinho, beijar, abraçar, um telefonema quem sabe, mas fiquei só na vontade. O engraçado é sentir vontade. Mesmo depois de ter sofrido, de ter chorado, de ter lamentado, de ter me arrependido, e sentir vontade. Eu apenas não sei. Eu apenas sei sentir vontade, desejo, saudade. Saudade do beijo, e pasmem, até das briguinhas bobas por motivos bobos. Hoje eu apenas senti, e sei que ainda vou sentir, muita saudade. Não sei quando isso vai passar, esse sentimento, essa loucura. Mas as pessoas costumam dizer que nada é pra sempre, que tudo um dia passa. Eu apenas não sei. E eu não sei se quero saber. Eu não sei se gosto do que sinto, ou se já me acostumei. Ah, se eu pudesse voltar... Tanta coisa eu faria diferete, tanta coisa eu não teria dito, tanta coisa eu acrescentaria. É, hoje eu acordei assim, com saudade.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Por causa de um alguém

Eu quis muito acreditar no meu amor, no meu bem, no meu querido. Eu me esforcei tanto pra deixar de lado as desconfianças, as lembranças, o medo, e tudo de ruim que passei por ele, pelo meu amor. Quando ele segurou a minha mão e pediu pra eu dizer que não gostava dele, ah, eu morri por dentro. Eu quis por alguns instantes não estar lá. Como eu poderia olhar nos olhos dele e falar tamanha mentira!?! Mas eu falei, não olhando nos olhos, mas falei. E meu coração pulando de emoção. Eu queria o abraço, eu queria o carinho, eu queria o beijo... Mas eu não consegui acreditar, não agora, não hoje, não tão cedo. O medo de sofrer estava comigo, dentro do carro, sempre a me olhar. Como foi difícil. Como eu quis muito acreditar. As promessas, as desculpas... de nada adiantou. Eu precisei abrir mão, nesse momento, do grande amor da minha vida, pra honrar um compromisso com alguém. Um alguém que apareceu de repente, de mansinho, suave como brisa. Um alguém que falou as palavras certas na hora certa. Um alguém que, como eu, sabe o verdadeiro sentido da palavra amar. Um alguém que dividiu comigo as alegrias e as tristezas, que me confiou seus maiores segredos, e não pediu nada em troca. Um alguém que se tornou íntimo, amigo, irmão, colega, familiar, namorado, ficante, amante... Um alguém que tentou me amar... Mas esse alguém tão rápido se tornou o estranho, o indiferente, frio e sem coração. Agora esse alguém falava as piores coisas, as piores palavras, e num segundo tudo mudou. Agora não mais mulher amada, agora sim mulher machucada, magoada, ferida, triste e arrependida. O respeito era aparência, o amor uma mentira. Tudo se transformou em menos de um dia. É, mas ele voltou. Sem resposta esse alguém ficou! E o outro? E o grande amor? Ah, sobre esse eu termino outro dia.

Nós

Da menina de antes guardo o olhar, o sorriso e os beijos. Os sonhos, que são os melhores, ah, eu acordei... É... Ela era tímida e ao mesmo tempo corajosa. Dá pra entender? Que princesa! Ela amava tanto as bonecas, os brinquedos, as panelinhas, as brincadeiras na rua, a bicicletinha rosa. Como ela era muito feliz. O mundinho dela nunca foi rosa, mas foi sempre cheio de muita cor, um verdadeiro arco-íris. E as amizades então, ah, as amizades. Essas foram mudando, mudando. E como mudaram. Ela não entende como, mas mudaram e muito. A melhor amiga era inseparável, viagens, escola, brincadeiras, sempre tão juntinhas, travessas, amigas. Professorinha de crianças, era o que ela sonhava ser quando estivesse crescida. Ensinar. Mas que tarefa fácil pra ser pensada na infância, quando tudo tem aroma de flores e frutas, e chocolate. Ela cresceu, não passou de 1,62, mas cresceu. Quem sabe ela não tenha crescido mais por fora do que por dentro. Isso quem pode responder? Hoje ela é professora...!?! E agora? Quem é essa que escreve? Que amigos guarda no peito? Que sentimentos tráz consigo? Quem? Me diga apenas quem nós somos, ou quem sou eu...