Eu quis muito acreditar no meu amor, no meu bem, no meu querido. Eu me esforcei tanto pra deixar de lado as desconfianças, as lembranças, o medo, e tudo de ruim que passei por ele, pelo meu amor. Quando ele segurou a minha mão e pediu pra eu dizer que não gostava dele, ah, eu morri por dentro. Eu quis por alguns instantes não estar lá. Como eu poderia olhar nos olhos dele e falar tamanha mentira!?! Mas eu falei, não olhando nos olhos, mas falei. E meu coração pulando de emoção. Eu queria o abraço, eu queria o carinho, eu queria o beijo... Mas eu não consegui acreditar, não agora, não hoje, não tão cedo. O medo de sofrer estava comigo, dentro do carro, sempre a me olhar. Como foi difícil. Como eu quis muito acreditar. As promessas, as desculpas... de nada adiantou. Eu precisei abrir mão, nesse momento, do grande amor da minha vida, pra honrar um compromisso com alguém. Um alguém que apareceu de repente, de mansinho, suave como brisa. Um alguém que falou as palavras certas na hora certa. Um alguém que, como eu, sabe o verdadeiro sentido da palavra amar. Um alguém que dividiu comigo as alegrias e as tristezas, que me confiou seus maiores segredos, e não pediu nada em troca. Um alguém que se tornou íntimo, amigo, irmão, colega, familiar, namorado, ficante, amante... Um alguém que tentou me amar... Mas esse alguém tão rápido se tornou o estranho, o indiferente, frio e sem coração. Agora esse alguém falava as piores coisas, as piores palavras, e num segundo tudo mudou. Agora não mais mulher amada, agora sim mulher machucada, magoada, ferida, triste e arrependida. O respeito era aparência, o amor uma mentira. Tudo se transformou em menos de um dia. É, mas ele voltou. Sem resposta esse alguém ficou! E o outro? E o grande amor? Ah, sobre esse eu termino outro dia.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Nós
Da menina de antes guardo o olhar, o sorriso e os beijos. Os sonhos, que são os melhores, ah, eu acordei... É... Ela era tímida e ao mesmo tempo corajosa. Dá pra entender? Que princesa! Ela amava tanto as bonecas, os brinquedos, as panelinhas, as brincadeiras na rua, a bicicletinha rosa. Como ela era muito feliz. O mundinho dela nunca foi rosa, mas foi sempre cheio de muita cor, um verdadeiro arco-íris. E as amizades então, ah, as amizades. Essas foram mudando, mudando. E como mudaram. Ela não entende como, mas mudaram e muito. A melhor amiga era inseparável, viagens, escola, brincadeiras, sempre tão juntinhas, travessas, amigas. Professorinha de crianças, era o que ela sonhava ser quando estivesse crescida. Ensinar. Mas que tarefa fácil pra ser pensada na infância, quando tudo tem aroma de flores e frutas, e chocolate. Ela cresceu, não passou de 1,62, mas cresceu. Quem sabe ela não tenha crescido mais por fora do que por dentro. Isso quem pode responder? Hoje ela é professora...!?! E agora? Quem é essa que escreve? Que amigos guarda no peito? Que sentimentos tráz consigo? Quem? Me diga apenas quem nós somos, ou quem sou eu...
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